A mineradora norte-americana Rare Earths Americas identificou mineralização de terras raras utilizadas na fabricação de ímãs permanentes no projeto Homer-A, em Goiás.
Os primeiros resultados de sondagem, divulgados na quarta-feira (23), apontam concentrações de neodímio, praseodímio, disprósio e térbio em uma área de aproximadamente 2,15 quilômetros quadrados.
Segundo a companhia, os resultados laboratoriais correspondem a cerca de 1.250 metros perfurados, o equivalente a apenas 8% da campanha de sondagem prevista para 2026. A mineralização ocorre próxima da superfície, em camadas de argila e saprolito, com espessura média de quase 20 metros nos intervalos identificados até o momento.
O principal destaque é a participação de elementos empregados na fabricação de ímãs de alto desempenho, utilizados em veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos industriais. Disprósio e térbio, em particular, são utilizados para melhorar a resistência desses ímãs a temperaturas elevadas.
Um dos principais resultados foi registrado no furo RC-TGA-0010, que interceptou 22 metros com teor de 2.298 ppm de óxidos totais de terras raras e escândio, incluindo um intervalo de sete metros com 3.424 ppm. Nesse trecho de maior concentração, disprósio e térbio representam 4,1% do total.
A companhia afirma que os resultados indicam concentrações de disprósio e térbio aparentemente elevadas em relação às divulgadas por outros projetos brasileiros em argilas.
