A delegação brasileira foi uma das 77 que deixaram o plenário da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta quinta-feira, 24, assim que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu à tribuna. A saída coletiva esvaziou grande parte do salão. O movimento repetiu o ocorrido durante o discurso do israelense no ano passado.
Netanyahu foi recebido com vaias e manifestações no plenário. Diante da movimentação, o presidente da sessão Khalilur Rahman, que é ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, país com 91% de muçulmanos, precisou pedir ordem. Netanyahyu, relata o Le Monde, reagiu: "“Se houver algum outro covarde moral que ainda não tenha deixado este plenário, por favor, saia agora.”
O episódio ocorreu dois dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citar nominalmente Netanyahu em seu discurso de abertura do debate geral. Ao tratar da guerra em Gaza, Lula afirmou que “gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças”.
Israel rejeita a acusação de genocídio e sustenta que suas operações militares têm como alvo o grupo terrorista Hamas, autor dos ataques de 7 de outubro que levaram à reação de Israel.
Segundo o The Washington Post, a retirada das delegações foi parte de uma “forte reação global” às políticas israelenses.
