A mineradora Largo avalia dobrar a capacidade de produção de concentrado de cobre e metais preciosos em sua operação de Maracás, na Bahia, ao longo de 2027.
A iniciativa faz parte de uma estratégia de ampliar a participação de produtos de maior valor agregado no portfólio da companhia.
Em comunicado divulgado na última quarta-feira (23), a empresa informou que vendas recentes do concentrado geraram aproximadamente US$ 4,7 milhões em receita, com margem de lucro operacional superior a 90%. Segundo a Largo, o material é atualmente o produto de maior margem de suas operações.
O concentrado contém cobre, ouro, platina, paládio e prata, recuperados como subprodutos do processamento mineral. A companhia mantém a meta de produzir entre 300 e 380 toneladas mensais do material.
Diante dos resultados comerciais, a Largo está concluindo estudos internos de engenharia e processos para avaliar uma expansão que poderia aproximadamente dobrar sua capacidade produtiva em 2027. A empresa ainda não anunciou uma decisão definitiva de investimento nem informou o custo estimado da ampliação.
A mineradora destaca que dispõe de mais de 12 anos de rejeitos não magnéticos acumulados, contendo metais potencialmente recuperáveis. A operação de Maracás Menchen também possui recursos minerais com vida útil estimada em aproximadamente 30 anos.
Segundo a companhia, a ampliação da recuperação desses metais permitiria diversificar as receitas, reduzindo a exposição às oscilações do mercado de vanádio.
