O BC (Banco Central) estima que o El Niño pode trazer efeitos negativos para a produtividade agrícola brasileira em 2027, com impactos mais disseminados sobre culturas como milho, algodão e arroz. Para a soja, o efeito esperado é mais heterogêneo entre as regiões e tende a se compensar parcialmente no resultado nacional.
A avaliação consta no RPM (Relatório de Política Monetária) de setembro, divulgado nesta quinta-feira (24).
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A autoridade monetária analisou os efeitos dos fenômenos El Niño e La Niña sobre a produtividade das principais lavouras brasileiras, considerando diferentes culturas e estados.
Segundo o levantamento, os episódios de El Niño estão associados a produtividades abaixo da tendência histórica para milho, algodão e arroz na maioria das unidades da federação analisadas.
No caso da soja, os resultados variam entre os estados. Há associação com ganhos de produtividade no Sul, enquanto os efeitos são negativos em áreas do Matopiba, especialmente no Piauí e no Maranhão.
Milho concentra preocupação
Entre as culturas analisadas, o milho aparece entre as que apresentam maior risco. O BC aponta que os efeitos negativos do El Niño são mais relevantes na segunda safra, que hoje representa a maior parte da produção nacional.
