A caminho de Beaver Creek, no estado do Colorado, nos Estados Unidos, dá para sentir o clima do setor mineral só de olhar os números dos últimos 30 dias. Beaver Creek sedia todos os anos a maior conferência de junior mining companies do mundo, que nos últimos anos vem atraindo centenas de investidores de todos os cantos do planeta. E o que os números relacionados ao Brasil mostram é revelador.
Entre 18 de agosto e 18 de setembro de 2026, as 22 juniors listadas na bolsa australiana (ASX) com projetos de terras raras no Brasil perderam, juntas, cerca de AU$ 331 milhões em valor de mercado, uma queda de 9,6%, partindo de uma base de AU$ 3,43 bilhões. Treze dessas empresas fecharam o período no vermelho, seis subiram e três ficaram estáveis. E não foram só os nomes pequenos que sentiram o baque: Viridis Mining, St George Mining e Meteoric Resources, companhias mais maduras e com mais visibilidade, puxaram boa parte da queda. Ou seja: não foi um ajuste isolado em um ou outro papel, foi o mercado reprecificando o setor inteiro.
Essa história muda quando olhamos para o Canadá. As 28 juniors do TSX/TSXV com projetos no Brasil, tirando a G Mining Ventures, que já não se comporta como uma junior de verdade (cresceu tanto com ativos fora do Brasil que hoje vale mais de C$15 bilhões, quase 20% do valor da própria Vale, cujo valor de mercado é de C$85 bilhões), subiram no mesmo período: +CA$ 187,7 milhões, ou +3,1%, saindo de uma base de CA$ 6,13 bilhões.
