O Brasil poderá importar cerca de 9 milhões de toneladas de trigo neste ciclo, acima da projeção inicial de 7,5 milhões de toneladas, diante das perdas provocadas pelo clima na safra nacional.
A avaliação é da Abitrigo (Associação Brasileira da Indústria do Trigo), que vê um cenário de oferta mais restrita e maior exposição a custos logísticos e cambiais para abastecer a indústria de moagem.
Durante o Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo, o presidente-executivo da Abitrigo, Daniel Kümmel, afirmou que a estimativa de importações foi revisada porque parte da produção brasileira já foi comprometida pelas condições climáticas.
“Ao passarmos de uma operação, na projeção de 7,5 milhões para uma necessidade próxima a 9 [milhões], teremos uma demanda adicional relevante, buscando trigo das mesmas origens e dentro de uma janela relativamente concentrada”, disse.
Segundo Kümmel, a produção brasileira está estimada em cerca de 5,7 milhões de toneladas, mas o volume efetivamente disponível para a indústria tende a ser menor, uma vez que “o clima provocou perdas e parte relevante desse volume já está comprometido”.
Ele destacou que o total produzido não é suficiente para medir a disponibilidade de matéria-prima para os moinhos.
Max Piermartini, presidente do Sindustrigo (Sindicato da Indústria de Trigo de São Paulo) afirmou que “a safra em curso está lamentável e seriamente ameaçada pelo fator clima.
