Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (24) a investigação de pessoas citadas no caso Master e afirmou que não se pode permitir que o STF (Supremo Tribunal Federal) “fique sob suspeita”.
A declaração foi feita durante uma caminhada de campanha no Centro de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Ao falar sobre as investigações envolvendo o Banco Master, Lula afirmou que o processo ainda está no início e que outras pessoas podem ser responsabilizadas. “E ainda é pouco, falta muita gente para ser presa. O processo está apenas começando, e a gente vai descobrindo quem participava”, disse.
Ao mencionar os desdobramentos do caso, Lula relacionou a necessidade de esclarecer as suspeitas à preservação da imagem do STF.
“Era muita coisa errada, era muita festa, gente que vinha do estrangeiro, e cada vez aparece o nome de uma pessoa. Essa gente tem que ser investigada, porque a gente não pode permitir que a Suprema Corte brasileira fique sob suspeita. A verdade tem que vir a público”, defendeu o presidente.
O presidente também afirmou que as apurações devem alcançar todos os eventuais envolvidos.
“Vamos deixar todo mundo ser investigado para que a gente possa punir de acordo com o crime que cometeram.”
O caso Master passou a envolver o STF após a PF (Polícia Federal) encontrar, no material apreendido durante as investigações, elementos relacionados a integrantes da Corte.
