A infraestrutura de recarga para veículos elétricos no Brasil alcançou a marca de 29.896 pontos públicos e semipúblicos, acumulando um crescimento de pouco mais de 77% em doze meses. No entanto, mais do que a expansão do volume total, o principal vetor de transformação do setor está na velocidade do abastecimento: os pontos de recarga rápida em DC (corrente contínua) triplicaram no período de um ano e já correspondem a 38,2% de toda a malha instalada no país.
Os dados constam do balanço com dados referentes a agosto de 2026, elaborado pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) em parceria com a plataforma de mobilidade Tupi.
Entre maio e agosto, o país adicionou 4.441 novos eletropostos à sua rede pública. Desse lote recente, 63% (2.805 unidades) pertencem à categoria de alta potência. A migração do perfil dos equipamentos é impulsionada pela queda no custo dos aparelhos, pelo ganho de escala dos operadores e pelo aumento na demanda por viagens rodoviárias de média e longa distância, além do crescimento de frotas corporativas.
Enquanto a AC (recarga lenta) permanece voltada para o uso cotidiano em condomínios, escritórios e locais de longa permanência, a recarga rápida passou a ditar o ritmo das novas instalações urbanas e rodoviárias.
