Representantes de 193 países estão reunidos em Nova York, nos EUA, para a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciada na terça-feira (22), com o objetivo de discutir os rumos da segurança global, especialmente diante das ameaças e desafios impostos pelo avanço desenfreado da inteligência artificial (IA).
Em participação no programa Olhar Digital News (que você pode assistir na íntegra aqui), Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital, disse que é a primeira vez em 80 anos que uma inovação tecnológica volta a ser encarada com o mesmo nível de alerta atribuído ao surgimento das armas nucleares na década de 1940.
Ao analisar a presença de executivos no Conselho de Segurança, ele destacou como a tecnologia passou a ser vista como um ator geopolítico independente nas discussões diplomáticas. “Quando o Conselho de Segurança convoca uma reunião sobre IA, ele está dizendo que essa coisa, esse ente que existe sem bandeira, sem exército, sem território, pode ameaçar a paz. A última grande categoria comparável em algum nível foi a energia nuclear, e a gente tem aqui 80 anos nos separando da bomba atômica”.
Decisões autônomas diferenciam riscos da IA e das armas nucleares
Há, no entanto, uma diferença marcante no atual debate sobre segurança militar mundial. No caso das bombas atômicas, o temor sempre foi a decisão humana de apertar o botão.
