O rendimento dos Treasuries -títulos de dívida do Tesouro dos Estados Unidos- de 10 anos chegou a 5,11% na 4ª feira (23.set.2026). É o maior patamar desde 2007. A taxa avançou cerca de 14 pontos-base na sessão, ou 0,14 ponto percentual, e atingiu o nível mais elevado do ano.
Nesta 5ª feira (24.set.2026), o papel era negociado em torno de 5,1%. Segundo cotações intradia, a taxa chegou a cerca de 5,16% no mercado secundário.
A alta se espalhou pela curva de juros:
30 anos - subiu 11 pontos-base e fechou a 5,4%, o maior nível intradia desde 2007 e o maior fechamento desde 2004. Nesta 5ª feira, avançou para cerca de 5,44%, o maior patamar desde 2004;
5 anos - superou 5% pela 1ª vez desde 2007, após leilão regular realizado na mesma sessão;
2 anos - saltou cerca de 16 pontos-base, para 4,9%, o maior nível desde 2024.
O movimento afeta o custo de hipotecas, financiamentos de veículos e empréstimos empresariais nos EUA.
A aceleração da atividade empresarial norte-americana em setembro e a alta do petróleo Brent contribuíram para o cenário.
O índice PMI composto preliminar da S&P Global subiu de 56,0 em agosto para 58,4 em setembro, o maior nível desde julho de 2021. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade.
Já o barril subiu 3,86% e fechou a US$ 103,08, depois de 5 sessões consecutivas de queda por causa da escalada da guerra no Irã.
