A Perícia Forense do Ceará apresentou, nesta quarta-feira (23), a conclusão de 11 laudos sobre o caso da morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, que foi encontrada morta em uma condomínio em Aldeota, Fortaleza, no último dia 13.
Os peritos afirmaram que Isabelle sofreu uma “precipitação voluntária”, termo técnico usado para indicar que ela própria se lançou do rooftop do condomínio. No entanto, a investigação sobre as circunstâncias da morte não foi encerrada.
O namorado da jovem, João Munhoz Neto, de 34 anos, está preso preventivamente e é investigado por possível violência psicológica, indução ou instigação ao suicídio e eventual obstrução da investigação.
A cronologia apresentada pela polícia mostra que Isabelle entrou sozinha no elevador às 19h12 e seguiu para o rooftop, no 23º andar.
A estimativa é de que a morte tenha ocorrido às 20h40, ou seja, a estudante permaneceu aproximadamente uma hora e 28 minutos na cobertura antes da queda.
Segundo a Polícia Civil, registros indicam que Isabelle permaneceu conectada ao celular e trocou mensagens durante esse intervalo. O conteúdo das conversas agora é analisado pelos investigadores.
Isorlanda, a mãe da estudante, contou que, por volta das 19h, Isabelle teria enviado mensagens carinhosas, entre elas “mãe, eu te amo”.
O celular da estudante estava no bolso dela no momento da queda. O aparelho sofreu danos e fragmentação, mas foi recolhido e encaminhado para perícia, com preservação da cadeia de custódia.
