BRASÍLIA - A equipe econômica do governo federal atualizou o Orçamento de 2026 para englobar o reajuste nos benefícios do Bolsa Família. A medida, detalhada no relatório de receitas e despesas do quarto bimestre divulgado pelo Ministério do Planejamento, acarretará um custo de R$ 5,8 bilhões neste ano. Paralelamente, a projeção oficial para o déficit primário das contas públicas subiu de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões.
Impacto no Bolsa Família e Origem dos Recursos
Novos Valores: A partir de outubro, o piso do programa social sobe de R$ 600 para R$ 691. O valor do benefício médio pago às famílias passará dos atuais R$ 675 para R$ 777.
Espaço Orçamentário: A acomodação do gasto de R$ 5,8 bilhões foi viabilizada pela redução na estimativa de despesas obrigatórias, como Previdência Social, Benefício de Prestação Continuada (BPC), gastos com pessoal e subsídios.
Eficiência Orçamentária: O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, ressaltou que a mudança decorre de maior eficiência no cálculo das projeções e não de cortes de benefícios.
Deterioração da Projeção Fiscal e Receitas
Ampliação do Déficit: A estimativa do rombo nas contas do governo saltou de R$ 52 bilhões (0,38% do PIB) para R$ 80,9 bilhões (0,59% do PIB), situando o resultado no limite estabelecido pelo arcabouço fiscal.
Reforço com Petróleo: O orçamento contou com a entrada de R$ 50 bilhões em receitas adicionais decorrentes do encarecimento do petróleo provocado pelos conflitos no Oriente Médio.
