O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou nesta quarta-feira, 23, o bloqueio de até R$ 2,7 bilhões em bens de cinco ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB). A medida atinge o ex-presidente Paulo Henrique Costa e os ex-gestores Dario Oswaldo Garcia Júnior, Robério Cesar Bonfim Mangueira, Wily da Silva Leão e Marcelo Talarico.
A Corte tomou a decisão por unanimidade, durante sessão reservada, e a indisponibilidade vale por um ano. O processo analisa operações realizadas entre o BRB e o Banco Master e busca preservar recursos para uma eventual reparação de prejuízos aos cofres públicos.
Dario Garcia ocupou as diretorias de Finanças e Controladoria. Robério Mangueira foi superintendente de Operações Financeiras. Wily Leão integrou a mesma superintendência. Marcelo Talarico presidiu o Conselho de Administração do BRB.
Apuração sobre as operações do BRB
O processo teve origem em uma representação apresentada pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT). A apuração considera informações de um relatório de investigação independente elaborado pelos escritórios Machado Meyer e Kroll.
O Ministério Público de Contas afirmou que o documento aponta para a existência de um núcleo interno responsável pela condução das operações analisadas. O órgão citou Paulo Henrique Costa, Dario Garcia, Robério Mangueira, Luana de Andrade Ribeiro, Marcelo Talarico e a Diretoria Colegiada do BRB.
O MP também sugeriu participação relevante de outros ex-dirigentes.
