O Google vai ampliar a capacidade de executar o Gemini dentro do Brasil. A partir de 15 de outubro, a versão web do Gemini Enterprise terá suporte ao processamento local de dados com o modelo Gemini 3.5 Flash.
A mudança significa que determinadas cargas corporativas poderão ser processadas na infraestrutura brasileira do Google Cloud, sem que essa etapa precise ocorrer em outra região. A empresa destaca especialmente organizações que precisam atender requisitos de residência de dados e reduzir a latência.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (24), durante o Google Cloud Summit Brasil, em São Paulo.
O que muda no Gemini Enterprise?
Residência de dados define, de maneira simplificada, onde as informações de um cliente ficam armazenadas ou são processadas.
O Gemini Enterprise já oferecia suporte ao armazenamento de dados de clientes no Brasil para fluxos de trabalho com agentes. A partir de 15 de outubro, o Google acrescentará o processamento local de dados pelo Gemini 3.5 Flash na versão web.
A diferença é importante para organizações sujeitas a políticas internas ou exigências regulatórias sobre onde suas informações podem ser processadas.
O Google também afirma que a infraestrutura local pode reduzir a latência, ou seja, o intervalo entre o envio de uma solicitação e a resposta do sistema.
Segundo a companhia, dados e resultados de clientes corporativos não são usados para treinar os modelos de linguagem de base do Google sem consentimento explícito.
