Agentes apreenderam documentos nesta quinta-feira, 24, durante o cumprimento de um mandado de busca na Terrana, uma das principais distribuidoras de combustíveis do país. A empresa foi alvo da terceira fase da Operação Carbono Oculto, que investiga a infiltração do crime organizado no mercado de combustíveis e o uso de estruturas financeiras para ocultar o controle de empresas.
Batizada de Operação Crédito Oculto, a nova etapa da investigação também mira uma estrutura que teria envolvido uma usina sucroalcooleira, fundos de investimento e fintechs.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o esquema teria sido utilizado inicialmente para esconder o controle da Usina Itajobi, no interior paulista, e depois para viabilizar a aquisição da distribuidora.
A busca na Terrana ocorre no contexto de uma investigação que aponta para a utilização de estruturas sobrepostas para dificultar a identificação dos beneficiários das operações. Os documentos recolhidos na empresa poderão contribuir para esclarecer a forma como a distribuidora foi incorporada à estrutura investigada.
Usina teria sido usada para viabilizar aquisição
Segundo o MPSP, “houve sobreposição de estruturas da organização criminosa para ocultar o controle da sucroalcooleira e depois para adquirir a distribuidora”. A investigação aponta que a Usina Itajobi teria sido instrumentalizada na operação de aquisição da Terrana.
