O MPSP (Ministério Público de São Paulo) apontou que os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, seriam líderes estratégicos de uma organização criminosa investigada por fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Os dois são considerados foragidos desde 2025.
A apuração é conduzida pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em conjunto com a Receita Federal, na Operação Crédito Oculto, desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (24).
Banco Master: operação Carbono Oculto cumpre 27 mandados em sete estados | CNN NOVO DIA
A Operação Crédito Oculto cumpre mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.
A Justiça de São Paulo também autorizou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro e a indisponibilidade de imóveis e ativos financeiros da Terrana, dos investigados e dos fundos mencionados no processo.
As medidas têm como objetivo, segundo a decisão judicial, interromper as atividades investigadas e preservar recursos para eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Segundo a investigação, a estrutura teria sido criada para viabilizar a aquisição da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana, sem revelar os supostos beneficiários do negócio.
