O Banco Genial afirmou nesta quinta-feira, 24, que forneceu ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo todas as informações que estavam em seu poder sobre operações relativas ao Fundo Radford, incluindo aquelas relacionadas às empresas Berna Holdings e Branson Holdings.
A manifestação ocorre no mesmo dia em que a terceira fase da Operação Carbono Oculto teve como um dos principais alvos o então executivo da instituição Humberto Arthur Tupinambá Neto.
Segundo o banco, Tupinambá não integra mais a diretoria nem é sócio da instituição desde maio de 2026, quando foi destituído. A Genial também informou ter comunicado as operações consideradas cabíveis ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), conforme as normas aplicáveis.
A operação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionadas à aquisição da Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana. Além de Tupinambá, são alvos das buscas o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos, e André e Bruno Tupinambá, irmãos do executivo.
Banco afirma ter adotado medidas internas
Na nota, a instituição afirmou que atuou dentro de suas atribuições e seguindo os procedimentos e regulamentos aplicáveis às operações. O banco também disse ter reforçado seus mecanismos internos de controle ao tomar conhecimento dos fatos investigados.
