O esperado discurso do presidente Lula na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, que, por tradição, é reservado ao chefe de Estado brasileiro, não passou de um ato de campanha, no qual todos os assuntos resvalaram para um terceiro-mundismo deslavado.
Entre outras coisas, Lula afirmou que não quer que os EUA “se metam nas eleições do Brasil”. Isso é de uma deselegância desnecessária.
Também, chegou a citar o ditador do Iraque Saddam Hussein, que foi acusado de possuir armas químicas, mas nada foi provado, dando atestado a um dos mais sanguinários ditadores do mundo.
Entre tantas afirmações, destaco a mais bizarra:
O Brasil não cabe no quintal de ninguém.
Ele diz isso, mas se “esquece” da China, que tem comprado grandes extensões de terras no Brasil, trazido fábricas de automóveis com operários chineses concorrendo com nossos patrícios, fazendo de nós quintal de um país comunista totalitário. Vejo aí apenas simpatia pela ideologia marxista.
Lula falou ainda, sobre as escolhas nas eleições brasileiras, “ou a democracia ou a barbárie”, numa alusão ao processo eleitoral, e, numa senilidade infame. Citou a nossa urna eletrônica, que ele recomenda ao mundo, por ter o resultado conhecido uma hora após o término da votação, como panaceia para todos os males… e faz isso como se todo o mundo civilizado estivesse errado em suas formas de apuração de votos.
