Próxima de ser oficializada, a venda do lateral-direito JP Chermont ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, surpreendeu até mesmo o Santos.
Embora o clube tenha acionado alguns agentes com trânsito na Vila Belmiro para sondar o mercado em busca de interessados para algumas de suas promessas, a oferta ao jogador que estava emprestado ao Coritiba chegou como uma “ajuda divina” por conta do delicado momento financeiro do clube.
PLACAR apurou, contudo, que o as valores ainda são inferiores a uma das duas parcelas dos direitos de imagem devida aos jogadores, que supera R$ 15,1 milhões, segundo o balancete divulgado no mês passado. O montante ainda não conta com o pacote de cinco reforços da última janela.
O acordo inicial pela venda do lateral foi fechado em 2,5 milhões de dólares (R$ 12,9 milhões), mas o clube precisará repassar 10% de Coritiba por conta da “taxa de vitrine” firmada no empréstimo. Ou seja, 250 mil dólares (R$ 1,2 milhão), só sobrando R$ 11,7 milhões.
Vale lembrar que o Santos detém 75% dos direitos econômicos do jogador. No acordo, aumentou para 80%, ficando com aproximadamente R$ 9,3 milhões.
Os valores podem subir no futuro já que o clube terá direito a mais 1 milhão de dólares (R$ 5,1 milhões) previstos em bônus por metas atingidas. A agremiação também ficou com 20% de uma venda futura.
A negociaçõ foi toda costurado por Giuliano Bertolucci, considerado o agente mais influente do futebol brasileiro.
