Em entrevista ao programa A Força do Agro, o presidente da Anapa, Rafael Corsino, detalha prejuízos de R$ 70 mil por hectare e cobra ações contra importações.
A combinação de altos custos de produção, perdas por eventos climáticos adversos e forte pressão de importações colocou a cultura do alho em situação crítica no Brasil. Principal polo produtor em Minas Gerais, o município de São Gotardo decretou estado de emergência econômica após agricultores acumularem perdas de aproximadamente R$ 70 mil por hectare. Na quarta-feira 23 o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), Rafael Corsino, participou do programa A Força do Agro, da Revista Oeste, e alertou para a gravidade da crise do alho no país.
Segundo o representante dos agricultores, as oscilações do clima encareceram os tratos culturais e reduziram a produtividade das lavouras. Ao mesmo tempo, o encarecimento dos insumos elevou os custos operacionais a níveis insustentáveis para os produtores locais.
“Os agricultores enfrentam um quadro de descapitalização severa”, afirmou Corsino. “Sem medidas emergenciais, muitas famílias e empresas rurais correm o risco de encerrar as atividades de forma definitiva.”
A concorrência predatória e os impactos da crise do alho
Além das dificuldades agronômicas, o mercado nacional sofre com a entrada expressiva de mercadoria importada.
