Uma aparência mais pálida, olheiras marcadas e aquele aspecto de cansaço que parece não desaparecer nem depois de uma boa noite de sono ganharam um novo nome nas redes sociais. O chamado “rosto de ferritina”, ou ferritin face, passou a ser usado para descrever características que, segundo a tendência, poderiam estar relacionadas à falta de ferro.
A ideia chamou atenção por transformar uma mudança percebida diante do espelho em uma possível pista sobre a saúde. Existe, porém, uma diferença importante entre os efeitos que a deficiência de ferro pode provocar e a ideia de que seria possível identificá-la apenas pela aparência. “Rosto de ferritina” não é um diagnóstico médico e não existe um padrão facial capaz de confirmar a condição.
De onde veio o “rosto de ferritina”?
A expressão ganhou força nas redes sociais ao reunir características como olheiras, pele mais pálida e aspecto cansado em uma suposta aparência associada aos baixos níveis de ferro. O nome faz referência à ferritina, uma proteína que armazena o mineral no organismo.
A associação tem um ponto de partida real. Quando há deficiência de ferro, a pessoa pode apresentar palidez, cansaço, fraqueza, tontura e falta de ar, entre outros sintomas. Em alguns casos, também podem ocorrer queda de cabelo e alterações nas unhas.
O que não existe é um “rosto” específico da deficiência.
