A Justiça de São Paulo tornou sete alvos da Operação Frankmobile, que mirou um esquema de roubo, furto e revenda de celulares, réus pelos crimes de organização criminosa nesta quarta-feira (23).
O MPSP (Ministério Público de São Paulo), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), responsável pela denúncia acatada pela Justiça, também solicitou que os investigados paguem uma indenização no valor aproximado de R$ 90 milhões por danos morais coletivos.
O Gaeco considerou que os criminosos possuíam uma cadeia econômica organizada e hierarquizada para as práticas de furto, roubo, receptação e venda ilegal tanto dos aparelhos eletrônicos, quanto das peças dos celulares. Além disso, eles acessavam as contas bancárias das vítimas e transferiam os valores para o grupo.
Os sete alvos tiveram suas prisões preventivas decretadas, sendo que dois também são processados por falsidade ideológica e dois por receptação.
A Operação Frankmobile foi deflagrada no dia 10 de setembro após dois anos de investigações. Cerca de 10 mil aparelhos foram apreendidos em São Paulo e em Goiás, 18 empresas foram alvos e 15 pessoas foram presas.
Entenda megaoperação que mira esquema de roubo e furto de celulares em SP
Funcionamento do crime
De acordo com o MPSP, a organização criminosa atuava em quatro núcleos: furto e roubos, desbloqueio e fraudes, alteração e revenda e desmontagem dos celulares.
