A Arábia Saudita é, naturalmente, a maior exportadora mundial de petróleo bruto, despejando milhões de barris por dia no mercado global e conferindo ao reino uma influência incomparável sobre os preços, e, em última análise, sobre quanto os americanos pagam nos postos de gasolina.
Mas a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, resultou no fechamento parcial do Estreito de Ormuz, cortando efetivamente a rota de exportação mais importante do reino, bem como a de outros estados árabes do Golfo.
Agora, com os houthis e outros grupos apoiados pelo Irã intensificando seus próprios ataques, as rotas alternativas essenciais da Arábia Saudita também estão sob ameaça, com consequências potencialmente devastadoras para o fornecimento global de petróleo e para os consumidores americanos, que já enfrentam preços historicamente altos de gasolina e diesel.
“Não acho que a América compreenda plenamente o impacto que essa deterioração da situação de segurança está causando, nem o impacto de longo prazo que isso provavelmente terá”, disse Neil Quilliam, especialista em política energética, geopolítica e assuntos externos do think tank Chatham House, em Londres.
“Isso não é necessariamente sobre o preço do petróleo hoje, se está a US$ 100 ou se sobe para US$ 109 o barril. O que aconteceu em Ormuz, por exemplo, é estrutural. Não há como voltar à situação anterior a 28 de fevereiro”, disse Quilliam à CNN.
