O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) aprovou por unanimidade o bloqueio de R$ 2,7 bilhões em bens do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e de mais quatro executivos. A decisão atinge o patrimônio dos investigados pelo prazo de um ano. A conselheira Anilcéia Machado classificou as transações entre a instituição estatal e o Banco Master como uma engenharia financeira fraudulenta em relatório divulgado pelo portal Metrópoles.
O Ministério Público apontou que o banco público realizou operações para criar liquidez artificial em favor da instituição privada. O parecer dos promotores citou inclusive o risco de quebra iminente da estrutura financeira durante as negociações sem amparo técnico.
Intimidação de pareceristas e alerta ignorado
A relatora destacou a existência de indícios de condutas lesivas ao erário do Distrito Federal. Os executivos abafaram alertas técnicos das áreas de risco e de conformidade do banco estatal. A conselheira registrou a possível intimidação de pareceristas e a ocultação deliberada de dados prestados ao Banco Central.
Mensagens obtidas pelos investigadores revelaram a intenção de diretores em fornecer socorro financeiro ao banco privado. O executivo Wily da Silva Leão admitiu em conversas gravadas o objetivo direto de garantir recursos para o caixa da instituição privada.
