O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou na 4ª feira (23.set.2026) o acordo assinado pelos integrantes do Escudo das Américas para designar formalmente organizações narcotraficantes como “ameaças compartilhadas”, incluindo as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho.
O documento, articulado pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), estabelece a “1ª ação conjunta” contra o que considera o “flagelo do narcoterrorismo”. Segundo Lula, o Brasil não precisa da “intromissão americana” para derrotar o crime organizado.
Durante ato com artistas na Fundição Progresso, no Rio, o presidente declarou: “Depois do meu discurso na ONU, o Trump se reuniu com 14 presidentes da América do Sul, porque agora só resta eu e o presidente do Uruguai. Só. Para discutir o quê? O combate ao crime organizado. Que estouraram não sei que, mataram não sei quantas pessoas na Venezuela. E não mostraram nenhum traficante”.
Os 14 países que se juntaram aos EUA no Escudo das Américas são da América Latina e do Caribe.
Eis a lista:
Argentina;
Bolívia;
Chile;
Colômbia;
Costa Rica;
República Dominicana;
Equador;
El Salvador;
Guiana;
Honduras;
Panamá;
Paraguai;
Peru;
Trinidad e Tobago.
Lula fez críticas à classificação de grupos narcotraficantes como o PCC e o CV como “terroristas”, uma vez que não são movidos por ideologia, mas pela obtenção de lucro.
