A suntuosa pompa que o presidente Donald Trump está proporcionando ao líder chinês Xi Jinping sugere que um grande momento global está por vir.
Em um gesto incomum, Trump viajou até a Base Conjunta Andrews para receber Xi ao pé da escada de seu avião, quando ele chegou na quarta-feira (23) para uma estadia de duas noites. Os líderes conversaram, acompanhados pelas esposas, antes de desfilar lado a lado por um tapete vermelho. Houve, no entanto, um contratempo na coreografia: um jato que realizava um sobrevoo rasgou o céu com um estrondo ensurdecedor durante o hino nacional, fazendo Trump se encolher e fazer uma careta.
Ainda assim, as imagens sugerem dois grandes líderes das nações mais poderosas do mundo se reunindo para traçar o destino do planeta. O momento não poderia ser mais propício, enquanto os EUA e a China avançam por uma nova fronteira tecnológica em meio a alertas de líderes do setor de que a inteligência artificial pode em breve fugir ao controle.
Mas a pompa pode enganar. A visita de Estado de Xi não equivale às cúpulas entre o presidente Ronald Reagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev, que colocaram a Guerra Fria no caminho de um desfecho suave.
Para começar, espera-se que a visita termine sem um acordo para proteger a humanidade que se compare aos cortes em armas nucleares dos anos 1980.
