Depois de ocupar na ONU seu último palco internacional antes do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve carregar consigo até o fim da campanha o esforço para evitar uma interferência direta dos Estados Unidos na corrida presidencial.
Lula deixou a sede das Nações Unidas com a avaliação de que não houve até o momento movimento concreto de Donald Trump para influenciar as urnas brasileiras.
Mas a ordem é não baixar a guarda e esvaziar uma eventual ofensiva bolsonarista nessa direção.
A avaliação sobre a postura dos Estados Unidos foi manifestada pelo próprio Lula em conversas reservadas, durante a visita a Nova York. Como revelou a CNN, Lula foi questionado sobre o assunto, por exemplo, pelo senador americano Bernie Sanders.
O petista respondeu que não há, neste momento, indícios de interferência. Mas não descartou que isso possa ocorrer mais à frente. Por isso, afirmou que o Brasil segue vigilante, principalmente em relação às redes sociais.
Nos bastidores da campanha petista, a preocupação com uma possível interferência norte-americana vem casada com o sinal amarelo diante do desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas. O senador do PL vem ostentando um empate técnico com Lula, contrariando o que imaginava lá atrás a campanha petista.
A ideia do time de Lula era chegar nesse estágio da campanha com uma margem expressiva à frente do rival.
