Antes de chegarem ao vestibular do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), José Lima e André Giancarlo já haviam percorrido uma longa distância, não apenas no mapa. José saiu de uma aldeia indígena na Paraíba; André deixou um território quilombola no interior de Sergipe com a família, em busca de melhores condições de estudo.
Pioneiros, os dois jovens estão entre os candidatos à primeira edição do vestibular do ITA com vagas reservadas para indígenas e quilombolas. A mudança amplia o acesso a uma instituição historicamente marcada pela alta seletividade, mas não elimina o caminho que cada estudante precisa percorrer até conseguir disputar uma vaga.
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O Vestibular ITA 2027, que começa no próximo domingo (27), oferece 200 vagas, 20 a mais que no ano passado. Nesta edição, são 140 para ampla concorrência, 50 para pretos e pardos, seis para indígenas e quatro para quilombolas.
O aumento, porém, não está relacionado às cotas. As 20 vagas adicionais fazem parte da expansão do ITA para o Ceará, onde um novo campus está sendo construído em Fortaleza. Já a inclusão de indígenas e quilombolas segue a Lei nº 15.142/2025, que elevou de 20% para 30% o percentual mínimo reservado em concursos federais.
Ainda assim, a reserva de vagas não elimina a desigualdade na preparação para uma prova desse nível.
