Interlocutores iranianos estariam considerando prolongar o conflito com os Estados Unidos até o término das eleições de “midterms”, segundo análise do Thiago de Aragão, CEO da Arko Advice Internacional, ao WW.
A avaliação foi feita no contexto do encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, realizado nesta quarta-feira (23), no qual minerais críticos e parcerias estratégicas estiveram no centro das discussões.
De acordo com Aragão, o cálculo iraniano parte da projeção de uma derrota expressiva da vertente ideológica de Trump nas eleições de meio de mandato.
“O consenso era esse, de que a perspectiva de estender essa guerra até o fim dos midterms por parte dos iranianos era algo real e algo que eles cogitariam aplicar isso, desde que eles tivessem um fluxo de caixa que permitisse”, afirmou o especialista.
China como sustentáculo financeiro do Irã
Aragão apontou que o suporte econômico da China ao Irã é um elemento central para viabilizar essa estratégia.
Segundo ele, após o desmantelamento do acordo firmado durante o governo Obama entre os países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha, o chamado P5+1, o Irã ficou em situação econômica precária.
Foi nesse momento que a China negociou com o regime iraniano uma espécie de permuta de petróleo por linhas de crédito e produtos, incluindo de países integrantes da Rota da Seda.
