O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quarta-feira (23), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se a “interferência dos Estados Unidos é ameaça ou discurso eleitoral?”
O governo brasileiro monitora o que considera ser uma possível interferência dos EUA nas eleições de 2026, com foco especial em ações que, na visão do Palácio do Planalto, teriam o objetivo de beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
A questão central do debate é se a preocupação levantada pelo governo representa uma ameaça concreta à soberania eleitoral brasileira ou se constitui, sobretudo, um recurso de discurso político em ano pré-eleitoral.
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Histórico de interferências e o papel das potências
Para José Eduardo Cardozo, a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições brasileiras deve ser encarada com seriedade. “Os Estados Unidos da América sempre interferiram, enquanto poder imperial, nas eleições em vários países, em tentativas de golpe de Estado em outros países”, afirmou.
Cardozo citou o golpe de 1º de abril de 1964 no Brasil como exemplo histórico, lembrando que documentos revelados posteriormente comprovaram o envolvimento americano, apesar das negativas da época.
O comentarista também destacou que o comportamento atual difere do padrão histórico pela ostensividade.
