Os candidatos à Presidência gastaram mais que o dobro com “mídia física” na comparação com despesas com impulsionamento nas redes sociais, segundo levantamento da CNN junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Entre 16 de agosto e 23 de setembro, os candidatos que pontuam ao menos 1% no índice CNN investiram R$ 11,21 milhões em mídias físicas, como adesivos e materiais impressos, e outros R$ 4,75 milhões destinados ao impulsionamento digital, em redes como Instagram, WhatsApp e Facebook.
Os dados constam em plataforma do TSE e fazem parte da prestação parcial de contas, que reúne as movimentações financeiras das campanhas.
Segundo o levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o candidato que mais investiu em mídia física, com R$ 6,96 milhões. Desse total, R$ 3,83 milhões foram destinados a adesivos, o equivalente a 51% dos gastos registrados nessa modalidade entre os candidatos considerados pela reportagem. Outros R$ 3,13 milhões foram destinados a materiais impressos, correspondentes a 83% do total registrado nessa modalidade entre os presidenciáveis.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece na sequência, tendo investido R$ 3,18 milhões na modalidade até o momento. De acordo com os dados do TSE, o bolsonarista destinou R$ 3,13 milhões a adesivos e R$ 57,6 mil a outros materiais impressos.
