Manifestantes entram em confronto com tropa da polícia durante um protesto contra a detenção de 16 pessoas que aguardam julgamento após uma série de operações do governo contra associações LGBTQ+, em Izmir, Turquia, em 14 de setembro de 2026.
Ali Dinc/Reuters
Uma ampla operação do governo da Turquia contra a comunidade LGBT+ resultou em prisões e uma leva de denúncias de tortura e graves violações dos direitos humanos em presídios turcos. A escalada nas tensões começou em 12 de setembro.
Em entrevista ao g1, o jornalista e ativista Yildiz Tar, da ONG Kaos GL, uma das maiores da Turquia, denunciou a violência cometida contra os detidos: "Meus amigos e colegas foram maltratados e torturados".
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Das quase 200 pessoas detidas pelo governo desde o início da operação, a ONG estima que pelo menos 82 foram levadas a presídios.
"Eles estão em condições muito difíceis nas prisões", afirmou Yildiz. "Enfrentaram tortura, foram colocados na solitária e ficaram sem água por cinco dias", relatou.
Apesar dos abusos, Yildiz reforçou a determinação do grupo: "Como movimento, nós vamos continuar. A comunidade precisa de nós. Nós, pessoas LGBT, precisamos viver nossas vidas com dignidade e respeito".
'Ficaram 5 dias sem água': ativista LGBT+ denuncia tortura e prisões arbitrárias na Turquia
