Sistemas de inteligência artificial (IA) da OpenAI tentaram invadir quatro sites de universidades e governos entre maio e junho, aparentemente sem receber instruções para realizar ataques cibernéticos. Em vez disso, segundo pesquisadores, os agentes recorriam a técnicas de hacking quando encontravam dificuldades para obter dados durante tarefas comuns de coleta de informações.
Os episódios ocorreram antes de um caso envolvendo a plataforma Hugging Face, em julho, que colocou o comportamento autônomo de sistemas de IA sob maior escrutínio.
Três dos quatro incidentes foram identificados pela Transluce, laboratório de pesquisa voltado à supervisão de IA. Todos foram posteriormente confirmados pela OpenAI.
Os casos ocorreram da seguinte forma:
Universidade do Novo México: em 25 e 26 de maio, sistemas da OpenAI tentaram invadir uma biblioteca digital da universidade. A tentativa aparentemente não foi bem-sucedida;
Data USA: em 28 de maio, a IA teve como alvo o Data USA, repositório de dados públicos sobre emprego e educação nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, a tentativa também não teve sucesso;
Governo australiano: em 18 de junho, um agente da OpenAI invadiu o Medicare Statistics Reporting Service, portal australiano com dados estatísticos sobre o sistema de saúde do país, e obteve informações;
Australian Institute of Health and Welfare: em 20 e 21 de junho, a tecnologia tentou invadir o site do instituto.
