O último mês foi marcado por condições climáticas desfavoráveis para a cultura do trigo no Rio Grande do Sul, com episódios de chuva e geada tardia que resultaram em doenças e perdas significativas em diversas áreas.
Impacto das condições climáticas
Conforme levantamento da Emater, as áreas de trigo no estado apresentam uma situação desigual. No oeste, onde as lavouras estão mais avançadas, a cultura se aproxima do enchimento de grãos e maturação. No entanto, as áreas mais tardias ainda estão no espigamento e enfrentam os maiores problemas.
Perdas e doenças nas lavouras
As lavouras mais precoces, que já apresentavam desenvolvimento, foram severamente afetadas. Fotos enviadas por produtores mostram o impacto da geada tardia, com a presença de doenças que comprometeram a produtividade. Entre as doenças identificadas estão:
Oídio
Manchas foliares
Giberela
Decisões dos produtores
Produtores como Rock Calp, de Catuip, abandonaram parte de suas lavouras, optando por plantar soja em áreas que antes eram destinadas ao trigo, devido à baixa expectativa de produtividade. A situação é alarmante, com perdas que podem ultrapassar 95% em algumas propriedades.
Dados da safra
Nesta safra, o Rio Grande do Sul plantou 814.000 hectares com trigo, uma queda de 30% em relação ao ano anterior, e projeta uma produção quase 40% menor, estimando cerca de 2 milhões de toneladas. O final do ciclo será crucial para determinar o impacto final das perdas.
