O PT deu um drible no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e escalou um juiz do Supremo, Flávio Dino, para apurar eventual interferência estrangeira nas próximas eleições.
Fez uso do mesmo artifício utilizado semana passada para designar um ministro - no caso, Gilmar Mendes - para tratar de um pedido para julgar a legalidade da medida que reajustou o Bolsa Família.
Num caso como no outro, desenterraram matérias antigas nas quais atuaram esses ministros para estabelecer uma “conexão” com pautas atuais.
Na prática, significa escolher juízes amigos para tratar de questões eleitorais de interesse próprio. Isso chama-se politização de um Tribunal Superior.
No STF, fica bem claro como um pedaço da Corte vai abraçado ao destino político eleitoral do atual chefe do executivo, cuja reeleição interessa e é considerada vital para a sobrevivência de um grupo na Corte.
Mais ainda. Por julgar que o topo do TSE é bolsonarista, essa mesma parte do Supremo está empenhada em até mesmo substituir presidente e vice presidente da autoridade que supervisiona as eleições.
O que se conhece publicamente até aqui de interferência estrangeira nas eleições se assemelha ao que é feito mundo afora por correntes políticas de várias direções.
Existem, de fato, ações dos Estados Unidos de cunho descaradamente político prejudiciais ao Brasil, mas seu impacto eleitoral, ironicamente, tem sido benéfico a Lula e seu partido.
