A Guinness é uma das cervejarias mais antigas do mundo, fundada em 1759 em Dublin, na Irlanda. Sua bebida mais conhecida, a Extra Stout, é baseada na cerveja Superior Porter, para a qual Arthur Guinness II, um dos filhos do criador da marca, estabeleceu instruções precisas em 1821. Se você já provou uma Guinness na vida, é apenas porque essa receita de mais de 200 anos foi preservada e aprimorada.
Isso é especialmente valioso porque a Guinness é tão antiga que boa parte de seus primeiros anos permanece um mistério, por exemplo, o uso de leveduras, um ingrediente hoje essencial para qualquer cerveja, só aparece registrado pela primeira vez em 1809. Muitas das receitas da marca, inclusive, só sobreviveram porque o primeiro Arthur Guinness, ou provavelmente um de seus filhos, teve a diligência de anotar as receitas em um caderninho datado de 1801.
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“[O caderno] possui receitas para diversos tipos de cerveja. Portanto, embora hoje estejamos mais acostumados a ver a Guinness como aquela pint de espuma cremosa, nessa época ela nem sequer tinha sido inventada”, afirma Eibhlin Colgan, arquivista da marca. De fato, duas das principais características da marca hoje, sua textura suave e a espuma cremosa, só existem porque a bebida passou a ser nitrogenada, incremento que só foi introduzido em 1959.
Mas só ter as receitas não basta.
