O mercado físico do boi gordo continua registrando negociações acima das referências médias, em um ambiente marcado pelo encurtamento das escalas de abate nas principais regiões do país.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que a tendência de curto prazo ainda aponta para novos reajustes, especialmente nas operações envolvendo frigoríficos de pequeno e médio porte, que enfrentam maior dificuldade para avançar na compra de boiadas.
“As indústrias de maior porte permanecem em uma posição relativamente mais confortável, beneficiadas pela oferta de animais provenientes de contratos de parceria e pela utilização de confinamentos próprios para atender às necessidades mais imediatas”, ressalta.
De acordo com ele, apesar da valorização recente da arroba, os contratos futuros continuam negociados com prêmio relevante sobre o mercado físico, mantendo oportunidades atrativas para operações de hedge e proteção de margens.
Cotações médias do boi gordo
São Paulo: R$ 357,18, ontem: R$ 356,33
Goiás: R$ 346,25, ontem: R$ 345,36
Minas Gerais: R$ 342,35, ontem: R$ 341,76
Mato Grosso do Sul: R$ 351,48, ontem: R$ 349,05
Mato Grosso: R$ 333,65, ontem: R$ 333,30
Mercado atacadista
O mercado atacadista de carne bovina operou com preços acomodados nesta quarta-feira, em um ambiente que oferece pouco espaço para novos reajustes no curto prazo.
