A guerra no leste europeu se encaminha para completar o quinto ano consecutivo sem perspectiva de acordo para encerrar os combates. As linhas de frente permaneceram praticamente estáticas nos últimos meses, enquanto Moscou e Kiev apostam cada vez mais nos ataques aéreos de longo alcance. Volodymyr Zelensky afirmou estar aberto a um cessar-fogo, mas não há perspectiva concreta de negociação.
O quadro Bastidores pelo Mundo, no Bastidores CNN, o analista sênior de Internacional, Américo Martins, estreou uma nova série sobre a guerra na Ucrânia. Ele esteve na Ucrânia pela terceira vez desde o início da guerra e relatou uma mudança significativa no estado de espírito do país. “Na primeira viagem, os ucranianos pareciam muito otimistas, achavam que iam vencer a guerra”, afirmou.
“Na segunda vez, Zelensky já estava muito cansado e os ucranianos tinham percebido que a guerra ia ser muito longa.” Nesta terceira visita, Martins descreveu um povo que encontra motivação na inovação tecnológica, mas que reconhece que o conflito ou vai durar muito ou não será resolvido no campo de batalha.
A viagem foi longa, cruzando a fronteira pela Hungria de trem, até chegar a um país que vive sob ameaça constante. Dentro da Ucrânia, Martins cruzou o território até chegar à linha de frente, onde acompanhou algumas das missões mais críticas do exército ucraniano.
