Como uma pedra de 6 toneladas percorreu centenas de quilômetros até Stonehenge, na Inglaterra, há milhares de anos? Um novo estudo, publicado em junho na revista Journal of Quaternary Science, sugere que parte da viagem pode ter sido feita com uma ajudinha da natureza: geleiras teriam transportado o grande pedregulho da Escócia até uma região hoje submersa no Mar do Norte.
Conhecida como Pedra do Altar, a rocha fica no centro de Stonehenge e tem origem no nordeste da Escócia, a cerca de 700 km do monumento. Para investigar como ela chegou ao sul da Inglaterra, pesquisadores da Universidade Sheffield Hallam e da Universidade Curtin, na Austrália, analisaram antigos movimentos de gelo.
Teorias mais aceitas atribuem o movimento das pedras até o local a uma combinação de força humana, trenós de madeira, rolos e transporte aquático. Mas, no novo estudo, os modelos computacionais usados indicam que geleiras poderiam ter carregado a pedra da Bacia Orcadiana até Dogger Bank durante a última Era do Gelo. A região fazia parte de Doggerland, território que ligava a Grã-Bretanha à Europa continental e acabou submerso com a elevação do nível do mar.
Modelo computacional indica possível jornada que a Pedra do Altar de Stonehenge percorreu desde a região da Bacia Orcadiana, no nordeste da Escócia, até o sul da Inglaterra
Journal of Quaternary Science
Planta dos megálitos do monumento Stonehenge, com indicação da origem de cada rocha
Journal of Quaternary Science
E depois da geleira?
Estudo dá nova explicação sobre como pedra de Stonehenge foi parar no local
