O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não vai ao debate da TV Globo, em 1º de outubro. A pulverização de candidatos de direita faria o petista se tornar o alvo central de críticas por seu espectro político, além de ser o incumbente.
Essa situação também dificulta que haja um “mano a mano” entre Lula e o principal adversário na corrida eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL). O entorno do petista na campanha tem esse feeling, embora alguns integrantes do governo digam que se movimentaram para Lula comparecer ao debate da Globo.
Dessa forma, Lula deve repetir o que se deu em 2006, quando não participou de nenhum debate no 1º turno. O petista buscava o 2º mandato presidencial e estava num clima de “já ganhou”.
Lula acreditava que venceria o pleito na 1ª rodada de votação naquele ano. Não conseguiu. É um trauma que ele carrega.
Desta vez, o acirramento da disputa com Flávio dificulta que uma vitória no 1º turno se dê, além das intenções de votos de outros candidatos.
Flávio, por sua vez, mantém a posição de que não participará do debate com Lula ausente. Neste caso, ele se tornaria “vidraça” dos outros candidatos de direita.
As faltas de Lula e Flávio levaram a Record a cancelar o debate marcado para domingo (27.set). Os 2 também não foram ao debate da Band, em 23 de agosto, mesmo com a rede de TV remarcando o evento numa tentativa de acomodar o petista.
