Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam como “muito grave” o acordo assinado na última terça-feira (22) pelos Estados Unidos e outros 14 países do continente, que incluiu 24 grupos criminosos em uma lista de “organizações narcoterroristas transnacionais”.
Entre os grupos citados estão as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Diplomatas avaliam que o documento pode abrir um caminho para uma nova doutrina de segurança dos Estados Unidos na América Latina, com ações duras e com a possibilidade de operações unilaterais na região.
A pedido de Trump, países do Escudo das Américas anunciam sanções a PCC e CV
O acordo foi assinado por membros do chamado "Escudo das Américas", uma coalizão lançada pela administração Trump que reúne governos alinhados ao republicano na América Latina, incluindo vizinhos do Brasil, como Argentina, Bolívia e Peru.
Escudo das Américas: quem são os membros de aliança do governo Trump que anunciou sanções contra facções brasileiras
Entre as medidas previstas estão:
congelamento de bens;
restrições de vistos;
responsabilização criminal de pessoas que prestem suporte logístico aos grupos incluídos na lista.
Assinam o texto os membros plenos do Escudo das Américas: Estados Unidos da América, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
Governo Lula vê sanção a PCC e CV como 'muito grave' e alerta para risco de militarização na região
