Aliados de Marina Silva têm criticado nos bastidores o repasse feito pela Rede Sustentabilidade à candidatura dela ao Senado em São Paulo e apontam uma perseguição ao grupo da ex-ministra no partido. A distribuição do fundo eleitoral, inclusive, acirrou ainda mais o racha interno na Rede, que vive em disputa jurídica desde o ano passado.
Dados obtidos pela Jovem Pan mostram diferenças nos valores destinados às candidaturas da legenda em diversos estados. Marina, por exemplo, recebeu R$ 1 milhão do partido, enquanto Luizianne Lins, candidata ao Senado pelo Ceará, recebeu R$ 2,2 milhões.
Candidatos à Câmara dos Deputados também receberam valores superiores ao destinado à ex-ministra. André Janones, de Minas Gerais, recebeu R$ 2,2 milhões. Já Heloísa Helena, que atualmente comanda as ações do partido, recebeu R$ 2,8 milhões para a candidatura a deputada federal.
A campanha de Marina acionou a executiva nacional da Rede para pedir mais recursos. Em documento, a coordenação da candidatura afirma que a ex-ministra está entre as líderes na disputa pela cadeira no Senado e que havia um acordo para um novo repasse.
“Em reunião do Elo Nacional, foi deliberada a constituição de uma reserva de recursos do FEFC destinada a candidaturas competitivas e estratégicas, a serem distribuídas em nova rodada.
