Uma startup americana de baterias, que descartou os planos de instalar sua primeira fábrica no Kentucky, optou por construí-la na China, expondo as limitações dos esforços do presidente Donald Trump para atrair a produção industrial de volta para os Estados Unidos, justamente quando ele recebe o presidente chinês Xi Jinping para uma cúpula.
A EnerVenue inicia a produção em sua fábrica na cidade de Changzhou, no leste da China, nesta quinta-feira (24), mesmo dia em que Trump se encontra com Xi em Washington, em meio à tensão nas relações entre as superpotências devido à guerra tarifária iniciada pelo presidente americano, em parte, para reativar a indústria e gerar empregos.
Henning Rath, diretor executivo da EnerVenue, que ingressou na empresa em abril, afirmou que a construção na China foi uma condição para aceitar o cargo.
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Sem a fábrica na China, disse ele, “seria muito difícil, com o capital disponível, demonstrar que esta fábrica pode operar em grande escala”.
A EnerVenue, que tem seu departamento de pesquisa e desenvolvimento em Fremont, Califórnia, e foi fundada pelo professor de ciência de materiais de Stanford, Yi Cui, fabrica baterias de níquel-hidrogênio derivadas da tecnologia que a Nasa usou no Telescópio Espacial Hubble e na Estação Espacial Internacional.
