O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou nesta quarta-feira (23) que a campanha do ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), remova vídeos postados nas redes sociais de uma peça de propaganda eleitoral divulgada em agosto deste ano.
O conteúdo fazia alusões à prática de crimes envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), incluindo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. e Gilmar Mendes, e o PT (Partido dos Trabalhadores). A peça conta com os citados representados em forma de bonecos, que já costumam ser utilizados na propaganda de Zema.
O conteúdo faz referência a supostos privilégios do presidente, assim como simula a prisão dos ministros e associa a prática de corrupção ao PT. Há também menção ao caso de Lulinha, ou Fábio Luís Lula da Silva, filho do mandatário.
“Na espécie, a utilização de imagens sintéticas serve à construção de narrativa que associa o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, seu filho e o Partido dos Trabalhadores à prática de crimes e, ao final, representa o próprio candidato como condenado por estelionato e recolhido à prisão. Trata-se, em princípio, de conteúdo fabricado e descontextualizado utilizado para desqualificar candidatura adversária, com potencial para interferir na formação da vontade do eleitor e no equilíbrio da disputa”, aponta decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE.
