A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou há dois dias a redução em 5% da duração dos Grandes Prêmios de Fórmula 1 em 2027, uma medida que não parece convencer de imediato os pilotos perguntados sobre o assunto nesta quarta-feira, no Azerbaijão.
“Vamos ter os resultados deste ano, mas três voltas antes do fim”, disse o francês Pierre Gasly, da Alpine, em declarações à AFP e ao jornal esportivo L’Équipe.
“Pode afetar, dependendo do circuito, o número de paradas nos boxes e favorecer as estratégias de uma parada”, acrescentou Gasly.
“Para algumas corridas que podem ser longas e desgastantes, como Singapura, será bom, mas para outras, como Monza, vai acabar sendo curto demais. Não vai mudar muita coisa”, observou o britânico George Russell, da Mercedes.
A FIA decidiu reduzir, a partir do ano que vem, a distância mínima das corridas de 305 para 290 quilômetros, o que corresponde a uma média de duas a três voltas a menos.
Como a parte térmica do motor terá um peso um pouco maior em 2027 em relação à atual temporada, o consumo aumentará e a redução do tempo de corrida permitirá evitar que os pilotos tenham que economizar combustível.
“É algo bom? Vai depender da situação. Às vezes, você precisa de três ou quatro voltas a mais para ultrapassar e, outras vezes, gostaria que houvesse três ou quatro a menos, quando está defendendo uma posição. Não acho que seja algo essencial”, declarou o holandês Max Verstappen, da Red Bull.
