Há cerca de 700 anos, uma mulher que vivia na China teve parte do nariz amputada e sobreviveu por anos após o procedimento. A mutilação provavelmente não foi resultado de um acidente: pesquisadores acreditam que ela tenha recebido a amputação como punição por um crime, como roubo ou adultério.
O esqueleto foi encontrado em 2019 durante escavações no cemitério de Sanzhiyuan, na província de Henan, no leste da China. Cerca de 300 esqueletos foram descobertos no local, mas o caso chamou atenção posteriormente por características incomuns no crânio, e pela forma como a mulher foi enterrada.
Segundo estudo, publicado em 3 de setembro na revista Journal of Archaeological Science: Reports, ela estava sozinha, de bruços, dentro de um caixão de madeira na extremidade sul do cemitério. O único objeto funerário encontrado junto ao corpo era um grampo de cabelo de cobre. Datações por radiocarbono, que estima a idade de amostras arqueológicas a partir da idade de átomos de carbono, indicaram que a mulher viveu entre 1298 e 1404, período correspondente à Dinastia Yuan ou ao início da Dinastia Ming.
Como a escavação original foi feita rapidamente antes de uma nova construção no local, as características incomuns do crânio não foram reconhecidas imediatamente. Foi somente em 2024, quando o arqueólogo Yawei Zhou, da Universidade de Zhengzhou, analisou os esqueletos encontrados no cemitério, que o possível caso de amputação nasal foi identificado.
O que aconteceu com o nariz?
Mulher teve nariz amputado como punição há 700 anos, sugere estudo
