Após a participação na Assembleia Geral da ONU, a equipe de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia uma nova estratégia para a campanha eleitoral na reta final do primeiro turno.
Segundo apuração da analista de Política Clarissa Oliveira, o diagnóstico interno da campanha petista é de que houve um exagero na combinação entre agenda positiva e discurso de soberania nacional.
“O presidente Lula passou esse tempo todo desviando do confronto direto com Flávio Bolsonaro”, destacou Clarissa durante o Bastidores CNN desta quarta-feira (23).
PT usará precedente de discurso de Bolsonaro na ONU contra ação de Flávio
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Até então, a estratégia havia sido a de tratar Flávio Bolsonaro (PL) como um “apêndice do bolsonarismo“, reforçando a narrativa de que o adversário real seria o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Isso foi até verbalizado por Lula, de que o adversário dele é o Jair e que Flávio seria algo menor, um substituto, alguém que está esquentando a cadeira. Isso é um jogo para diminuir politicamente Flávio Bolsonaro”, afirmou a analista.
No entanto, os resultados das pesquisas não teriam refletido o que o governo esperava, e a campanha do PT seria descrita internamente como “asfixiada“, sem a vantagem confortável que se esperava nesta etapa.
