Na ONU, presidente do Irã chama EUA e Israel de terroristas
Os Estados Unidos e Irã retomaram nesta semana contatos diplomáticos para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio, após três meses de interrupção nas negociações. As conversas ocorreram por meio de mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, enquanto o presidente americano, Donald Trump, e autoridades iranianas trocaram acusações e ameaças durante os discursos no plenário.
Segundo Trump, os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de uma reunião de cerca de três horas com mediadores iranianos. O presidente classificou a conversa como "muito produtiva" e disse esperar um novo diálogo "em um futuro muito próximo".
"Eles vêm sendo mediados há algum tempo, mas acho que há um grande impulso para que cheguem a um acordo", afirmou.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, confirmou que Teerã manteve negociações por meio de um mediador do Catar. Segundo ele, o Irã apresentou condições para o fim da guerra, entre elas o encerramento dos confrontos em todas as frentes e a suspensão dos "atos de agressão" dos Estados Unidos.
Briga às claras
Apesar dos sinais de distensão, os discursos de Trump e do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, chamaram atenção pelas trocas de acusações e ameaças agressivas.
Em sua fala na terça, o americano afirmou que poderia “aniquilar o Irã” e mandar toda a nação persa para o inferno caso o conflito persistisse.
'Terrorista', 'Aniquilar para o inferno': EUA e Irã trocam acusações no púlpito da ONU, mas negociam fim da guerra nos bastidores
