A StoneX reduziu a estimativa de moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil em 2026/27, mas projeta uma safra recorde no ciclo seguinte, com aumento da produção de açúcar. O atraso provocado pelas chuvas deve deixar um volume relevante de cana no campo, parte do qual será colhido apenas em 2027.
A consultoria agora estima moagem de 635,3 milhões de toneladas no Centro-Sul em 2026/27, uma redução em relação à projeção anterior, de 640,1 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume representa alta de 3,9% sobre a temporada anterior.
O principal problema é o ritmo da colheita. As chuvas provocaram perdas de dias de trabalho em junho, na segunda metade de julho e novamente na primeira quinzena de setembro. Com a previsão de continuidade das precipitações até o fim do ano, a StoneX estima que uma quantidade relevante de cana ficará para ser colhida posteriormente.
A consultoria calcula que 10 milhões de toneladas de cana deverão ser colhidas em março de 2027, enquanto outras 22 milhões de toneladas serão carregadas para o calendário da safra 2027/28. A chamada cana bisada ajuda a explicar por que a projeção para o próximo ciclo é tão elevada.
Para 2026/27, a área colhida é estimada em 7,96 milhões de hectares, queda de 3,1% em relação ao ciclo anterior. Já a produtividade, medida pelo TCH (toneladas de cana por hectare), foi elevada para 79,8 toneladas por hectare, alta de 7,2%.
