A pergunta que eu já ouvi mil vezes (e que quase ninguém responde direito)
Olha, essa pergunta já bateu na minha porta tantas vezes que perdi a conta: “Como é que eu faço pra trabalhar com games?” No começo, eu adorava responder, me jogava de cabeça, dava dicas, trocava ideia. Mas, com o tempo, comecei a perceber um padrão. Minhas respostas viravam quase automáticas. Pareciam decoradas.
“Ah, você pode ser game designer, programador, artista 3D, produtor…”
Sabe o que tem de errado nisso?
Tudo.
Não que essas profissões não existam. Elas existem. São importantes. Pagam contas. Sustentam a indústria. Mas elas são bem óbvias. São as únicas que aparecem nos guias de carreira, nos vídeos de “como trabalhar com jogos” e nas feiras de profissão. São sempre as mesmas. Sempre com a mesma promessa vaga de que “é só estudar e se dedicar” (ok isso não está errado, mas não é só isso).
E além do mais, a indústria de games não é só isso. Nunca foi.
O (que eu acho que é) problema com as listas de profissões em games
Sabe quando você pesquisa “carreira em jogos” no Google?
Aparecem mil listas. Todas iguais. Game designer. Programador. Artista 3D. QA. Produtor. Sound designer se você der sorte.
E os eSports não fazem parte dos games?
